Exemplo 1 — Produto
Preço R$ 120, custo variável R$ 60, despesas variáveis 10%.
Indicador essencial para precificação, metas e análise de viabilidade comercial.
Margem de contribuição é um dos conceitos mais poderosos da gestão financeira — ela mostra **quanto cada venda "contribui" para pagar os custos fixos e gerar lucro**, depois de descontar apenas os custos e despesas variáveis. É a base do cálculo de ponto de equilíbrio e de decisões de precificação e mix de produtos. A lógica: **Despesa variável (R$) = Preço × (% despesa variável)**. **Margem de contribuição unitária = Preço − Custo variável − Despesa variável**. E em percentual: **Margem de contribuição (%) = MC unitária ÷ Preço × 100**. Os custos e despesas **variáveis** são os que existem por causa da venda: custo do produto, comissão, impostos sobre venda, taxa de cartão, frete. Os custos **fixos** (aluguel, salários, software) não entram no cálculo da margem de contribuição — eles são justamente o que a margem de contribuição precisa "pagar". Exemplo prático: produto vendido a R$ 200. Custo do produto: R$ 80. Despesas variáveis (comissão + imposto + taxa): 20% = R$ 40. - Margem de contribuição unitária = 200 − 80 − 40 = **R$ 80** - Margem de contribuição (%) = 80 ÷ 200 = **40%** Significa: cada unidade vendida deixa R$ 80 para pagar os custos fixos da empresa. Se os custos fixos mensais são R$ 40.000, a empresa precisa vender 40.000 ÷ 80 = **500 unidades** só para empatar (esse é o ponto de equilíbrio). Por que a margem de contribuição é tão útil: - **Calcular o ponto de equilíbrio**: custos fixos ÷ MC unitária = quantas unidades para empatar - **Decidir o mix de produtos**: priorizar produtos com maior MC (em R$ ou em %, conforme o gargalo) - **Avaliar pedidos especiais**: um pedido com preço menor ainda vale se a MC for positiva e os custos fixos já estiverem cobertos - **Precificar**: a MC é o que sobra para lucro depois que os fixos estão pagos Esta calculadora retorna a margem de contribuição unitária e percentual a partir do preço, custo variável e despesas variáveis. Use para calcular ponto de equilíbrio, decidir mix de produtos, avaliar pedidos e fundamentar a precificação. Para o cálculo do lucro líquido completo (já descontando os custos fixos), use a calculadora de lucro líquido.
Preencha os dados e clique em "Calcular". Resultado instantâneo.
Despesa variável (R$) = preço × (% despesa variável / 100) Margem de contribuição unitária = preço - custo variável - despesa variável MC% = margem de contribuição unitária / preço × 100 MC total = MC unitária × quantidade
Despesa variável (R$) = preço × (% despesa variável / 100) Margem de contribuição unitária = preço - custo variável - despesa variável MC% = margem de contribuição unitária / preço × 100 MC total = MC unitária × quantidade
Preço R$ 120, custo variável R$ 60, despesas variáveis 10%.
Mesmo produto, mas com 18% de comissão/taxas.
MC unitária R$ 48 com 100 unidades vendidas.
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É quanto sobra da venda após custos e despesas variáveis. Esse valor paga custos fixos e, depois, gera lucro.
Lucro considera também os custos fixos. A margem de contribuição ainda não desconta aluguel, salários fixos, energia fixa etc.
Custos que variam com a venda: custo do produto/insumo, embalagem, mão de obra variável, comissão por venda, etc.
Normalmente entram como despesa variável (%), pois são proporcionais ao valor da venda.
As duas são úteis. Em R$ é melhor para ponto de equilíbrio e metas por quantidade; em % facilita comparar produtos e preços.
Sim. Trate como “preço do serviço” e coloque os custos diretamente ligados à prestação como custos variáveis.
O ponto de equilíbrio em unidades costuma ser custos fixos ÷ margem de contribuição unitária.
Geralmente indica pouco “fôlego” para pagar custos fixos. Mas pode fazer sentido em estratégia de volume — desde que a operação suporte.
Aumentar preço com valor percebido, reduzir custo variável, renegociar taxas/comissões e otimizar mix de produtos/canais.