Exemplo 1 — Reserva de emergência sem rendimento
Para juntar R$ 15 mil em 1 ano sem aplicar, basta guardar R$ 1.250 por mês.
Meta = R$ 15.000, Prazo = 12 meses, Rendimento = 0%
Aporte mensal = 15.000 ÷ 12,Aporte mensal = R$ 1.250
Quanto Guardar por Mês
Saber **quanto guardar por mês** é a virada de chave entre ter uma meta financeira e atingir ela. Sem esse número, você poupa o que sobra (geralmente nada) e empurra o sonho para "algum dia". Com o número definido, vira hábito automático — em muitos casos a diferença entre comprar o carro em 4 anos ou em 12. Há duas abordagens. A primeira, mais simples, é **divisão pura**: aporte mensal = meta total ÷ número de meses. Para juntar R$ 30.000 em 36 meses sem rendimento, você precisa de R$ 833/mês. Funciona bem em prazos curtos (até 24 meses) onde os juros pouco impactam. A segunda, mais precisa, considera **rendimento dos aportes**: usa a fórmula de valor futuro de uma série de aportes, FV = PMT × ((1+i)ⁿ − 1) ÷ i, onde PMT é o aporte mensal, i é a taxa mensal e n o número de meses. Em prazos longos, a diferença entre as duas abordagens é gigante por causa dos juros compostos. Para juntar R$ 100.000 em 10 anos (120 meses): - Sem rendimento: R$ 833/mês × 120 = R$ 100.000 (a soma básica) - Rendendo 0,8% ao mês (CDB 100% CDI líquido aprox): aporte necessário cai pra **R$ 530/mês** — 36% menos esforço pra mesma meta Esta calculadora calcula o aporte mensal necessário considerando rendimento, tornando claro o **poder dos juros compostos no longo prazo**. Para metas curtas (carro, viagem, reserva de emergência), use taxa de rendimento conservadora (Tesouro Selic, CDB liquidez diária). Para metas longas (compra de imóvel, faculdade dos filhos, aposentadoria), pode considerar taxas mais altas com produtos de prazo (LCI, LCA, Tesouro IPCA+). Dicas práticas: (1) automatize o aporte com débito programado no dia do salário — não dependa da memória ou força de vontade; (2) revisite a meta a cada 6 meses pra ajustar conforme aumento de renda ou mudança de objetivo; (3) comece com aporte menor mas constante — R$ 100/mês por 30 anos rende mais que R$ 500/mês por 5 anos.
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Sem rendimento: aporte = meta ÷ meses Com rendimento: FV = PMT·((1+i)^n − 1)/i
Sem rendimento: aporte = meta ÷ meses Com rendimento: FV = PMT·((1+i)^n − 1)/i
Para juntar R$ 15 mil em 1 ano sem aplicar, basta guardar R$ 1.250 por mês.
Meta = R$ 15.000, Prazo = 12 meses, Rendimento = 0%
Aporte mensal = 15.000 ÷ 12,Aporte mensal = R$ 1.250
Com rendimento de 1% ao mês, você precisa guardar apenas R$ 510/mês em vez de R$ 556.
Meta = R$ 10.000, Prazo = 18 meses, Rendimento = 1% a.m.
FV = PMT × ((1,01^18 − 1) / 0,01),10.000 = PMT × 19,6147,PMT = 10.000 / 19,6147 ≈ R$ 509,82
Para juntar R$ 80 mil em 3 anos com rendimento de 0,8% ao mês, guarde cerca de R$ 1.898/mês.
Meta = R$ 80.000, Prazo = 36 meses, Rendimento = 0,8% a.m.
FV = PMT × ((1,008^36 − 1) / 0,008),80.000 = PMT × 42,1588,PMT ≈ R$ 1.897,56
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Sem rendimento, divida a meta pelo número de meses: para juntar R$ 15.000 em 12 meses são R$ 1.250/mês. Com rendimento, use a fórmula de valor futuro de aportes, FV = PMT × ((1+i)ⁿ − 1) ÷ i, isolando o PMT. Por exemplo, R$ 10.000 em 18 meses a 1% ao mês exige cerca de R$ 509,82/mês, menos que os R$ 555,56 da divisão pura.
Em prazos curtos, até 24 meses, o rendimento muda pouco e a divisão pura já serve. Em prazos longos os juros compostos fazem diferença grande: para uma entrada de imóvel de R$ 80.000 em 36 meses a 0,8% ao mês, o aporte cai para cerca de R$ 1.926,38/mês, contra R$ 2.222,22 sem rendimento, uma economia de mais de R$ 10 mil no total aportado.
Use uma taxa realista e líquida do investimento que você vai usar. Reserva de emergência em Tesouro Selic ou CDB de liquidez diária rende perto de 0,8% a 1% ao mês bruto em cenário de Selic alta, mas considere descontar o Imposto de Renda. Para metas conservadoras, simular com 0,5% a 0,7% ao mês evita superestimar o quanto os juros vão ajudar.
A reserva de emergência prioriza liquidez e segurança, então use rendimento baixo e prazo curto (geralmente 6 a 12 meses para juntar de 3 a 6 meses de despesas). Já metas como viagem ou entrada de imóvel têm prazo definido e podem usar investimentos com rendimento, permitindo aportes menores. A fórmula é a mesma; muda a taxa e o prazo que você assume.
Guardar um valor fixo definido pelo cálculo é muito mais eficaz do que poupar o que sobra, porque na prática raramente sobra algo. Defina o aporte mensal, programe transferência automática logo após receber o salário e trate como uma conta a pagar. Essa disciplina é o que transforma a meta de 'algum dia' em data concreta.