Simulador Fies 2026 — Quanto Financia, Parcela e Prazo
Informe renda familiar, mensalidade e conceito do curso para ver quanto o Fies financia e quanto sobra de coparticipação.
O Fies contratado a partir de 2018 tem taxa efetiva de juros zero — é o que o MEC informa nas perguntas frequentes do programa. Isso muda tudo em relação ao Fies antigo: o saldo devedor não cresce entre a assinatura do contrato e a quitação, e a conta deixa de ser uma tabela Price.
Quanto o Fies financia não é escolha do estudante: sai de uma fórmula oficial que depende da renda familiar por pessoa, da mensalidade do curso e do Conceito de Curso (CC) atribuído pelo MEC. Quanto menor a renda per capita, maior o percentual financiado; quanto melhor a nota do curso, menor o peso do coeficiente e maior o financiamento. O que a fórmula não cobre vira coparticipação, paga mês a mês durante a faculdade.
Para entrar no Fies a renda familiar mensal bruta per capita precisa ser de até 3 salários mínimos — R$ 4.863,00 em 2026. Metade das vagas é reservada ao Fies Social, voltado a quem tem renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 810,50) e inscrição ativa no CadÚnico, com financiamento de até 100% dos encargos. Também é exigida média igual ou superior a 450 pontos no Enem, com nota acima de zero na redação, em qualquer edição a partir de 2010.
Depois da formatura não há carência: a amortização começa no primeiro mês após a conclusão do curso, desde que o estudante tenha renda. A prestação é o maior valor entre o pagamento mínimo fixado pelo Comitê Gestor do Fies e um percentual da renda bruta mensal, descontado direto na folha pelo empregador. Esse percentual tem teto legal de 20% (Lei 10.260/2001, art. 5º-C). Como o prazo decorre da renda, ele não é fixo em contrato — o MEC estima cerca de 14 anos.
Atenção ao que circula desatualizado por aí: taxa de 3,4% ao ano, carência de 18 meses e prazo de três vezes a duração do curso pertencem a versões anteriores do programa, anteriores a 2018. Quem assinou contrato naquele período segue pelas regras da época, e a migração para o modelo atual é opcional.
Se a renda per capita passar de 3 salários mínimos, o caminho não é o Fies e sim o P-Fies, programa distinto operado por bancos privados, com juros de mercado. Ele atende faixas de renda acima do teto do Fies e tem regras próprias de elegibilidade, definidas em edital e pelo Conselho Monetário Nacional. Este simulador calcula os dois: escolha a modalidade no formulário.
Fácil⏱ 5 minAtualizado: 2026-08-12
Por Jeferson Bruno, fundador e editor · atualizado em 12 de agosto de 2026
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📰 Fórmula
PERCENTUAL FINANCIADO (fórmula oficial do MEC)
RFPC = renda familiar mensal bruta ÷ número de pessoas da família
f = 100% − { [ (16% + 0,02% × RFPC) × RFPC + a × m ] ÷ m } × 100%
m = mensalidade do curso · f nunca é menor que 0%
COEFICIENTE a, pelo Conceito de Curso
Cursos em geral: CC5 = 1,5% · CC4 = 3,0% · CC3 = 4,5%
Medicina: CC5 = 0,5% · CC4 = 1,0% · CC3 = 1,5%
DURANTE O CURSO
Valor financiado por mês = mensalidade × f
Coparticipação por mês = mensalidade − valor financiado
Saldo devedor ao formar = valor financiado × duração do curso (juros zero: o saldo não cresce)
APÓS A FORMATURA
Parcela = maior valor entre o pagamento mínimo (CG-Fies) e (renda bruta mensal × percentual de vinculação)
Percentual de vinculação: teto de 20% — Lei 10.260/2001, art. 5º-C
Prazo estimado = saldo devedor ÷ parcela (não há prazo contratual fixo)
P-FIES (juros de mercado, sistema Price)
Parcela = saldo × [ i × (1+i)^n ] ÷ [ (1+i)^n − 1 ], i = taxa mensal equivalente à anual do banco
🧪 Exemplos práticos
1
Exemplo 1 — Renda familiar de R$ 4.000 para 3 pessoas
Mensalidade de R$ 1.200, curso de 48 meses com CC 3, renda estimada de R$ 3.000 após formar, vinculando 10% da renda.
Financia 48,1% da mensalidade. Coparticipação de R$ 622,89 por mês durante o curso, saldo de R$ 27.701,28 ao formar e parcela estimada de R$ 300 por cerca de 93 meses (7,8 anos). Sem juros: o total pago na amortização é igual ao saldo.
2
Exemplo 2 — Renda familiar de R$ 1.500 para 4 pessoas
Mesma mensalidade de R$ 1.200 e 48 meses, mas curso com CC 4 e renda per capita bem menor. Renda estimada de R$ 2.500 após formar, vinculando 10%.
RFPC = 1.500 ÷ 4 = R$ 375,00. Coeficiente a do CC 4 = 3,0%. f = 89,7%. Financiado = R$ 1.075,88/mês, coparticipação de R$ 124,12/mês. Saldo ao formar = R$ 51.642,24. Parcela = 2.500 × 10% = R$ 250.
Financia 89,7% — quase o dobro do Exemplo 1, com a mesma mensalidade. É o efeito da renda per capita na fórmula. Prazo estimado de 207 meses (17,3 anos), e vinculando um percentual maior da renda o prazo cai proporcionalmente.
3
Exemplo 3 — P-Fies, quando a renda passa do teto do Fies
Mensalidade de R$ 2.000, curso de 60 meses, 50% financiado a 12% ao ano, amortização em 144 meses.
Financiado = R$ 1.000/mês, coparticipação de R$ 1.000/mês. Saldo ao formar = R$ 60.000. Taxa mensal equivalente a 12% a.a. aplicada em Price por 144 meses.
Parcela de R$ 765,92 por 144 meses e total geral de R$ 170.292,48. A diferença para o Fies é o juro: aqui ele existe e é de mercado.
⚠️ Erros comuns
Usar a taxa de 3,4% ao ano. Ela é de versões antigas do programa; o Fies atual tem juros zero.
Contar com a carência de 18 meses. Ela vale só para contratos assinados até o 2º semestre de 2017.
Achar que o estudante escolhe quanto financiar. No Fies, o percentual sai da fórmula oficial do MEC.
Calcular a parcela pela tabela Price. No modelo atual ela é um percentual da renda, descontado na folha.
Informar a renda individual no lugar da renda familiar bruta somada de todos os moradores.
Confundir Fies com P-Fies. São programas distintos, com juros, exigências e público diferentes.
💡 Dicas
A renda que conta é a familiar bruta dividida pelo número de pessoas da casa — não a sua renda individual.
O Conceito de Curso muda bastante o resultado: CC 5 financia mais que CC 3 com a mesma renda.
Medicina tem coeficiente próprio na fórmula, bem menor, o que aumenta o percentual financiado.
Vincular um percentual maior da renda encurta o prazo sem aumentar o custo — no Fies atual não há juros.
Se a renda per capita passar de 3 salários mínimos, simule pelo P-Fies: o Fies não atende essa faixa.
Metade das vagas é do Fies Social. Se a renda per capita for de até meio salário mínimo, confira o CadÚnico antes de se inscrever.
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Zero. O MEC informa que a taxa efetiva de juros do Fies é de juros zero para os contratos do modelo atual, vigente desde 2018. Os 3,4% ao ano que ainda circulam pela internet vêm de versões anteriores do programa — a taxa mudou algumas vezes ao longo dos anos, e quem assinou antes de 2018 segue pelas condições do contrato da época. Consulte o seu contrato para saber qual regra se aplica ao seu caso.
Quanto o Fies financia da mensalidade?
Depende de três coisas: a renda familiar bruta por pessoa, o valor da mensalidade e o Conceito de Curso atribuído pelo MEC. O percentual sai de uma fórmula oficial e não é escolhido pelo estudante. Quanto menor a renda per capita e melhor a nota do curso, maior o financiamento. O que sobra é a coparticipação, paga durante a faculdade.
Qual a renda máxima para entrar no Fies?
Renda familiar mensal bruta per capita de até 3 salários mínimos — R$ 4.863,00 em 2026. Acima disso o caminho é o P-Fies, que não tem teto de renda.
O que é o Fies Social?
É a modalidade que reserva 50% das vagas do Fies para quem tem renda familiar per capita de até meio salário mínimo (R$ 810,50 em 2026) e inscrição ativa no CadÚnico. Nela o financiamento pode chegar a 100% dos encargos educacionais.
Existe carência depois da formatura?
Nos contratos do modelo atual, não. O pagamento do saldo devedor começa no primeiro mês após a conclusão do curso, desde que o estudante tenha renda. Sem renda, paga-se apenas o pagamento mínimo definido pelo Comitê Gestor do Fies. A carência de 18 meses vale só para contratos assinados até o 2º semestre de 2017.
Como é calculada a parcela depois de formar?
É o maior valor entre o pagamento mínimo fixado pelo CG-Fies e um percentual da sua renda bruta mensal, retido na fonte pelo empregador. Esse percentual tem teto de 20% pela Lei 10.260/2001, art. 5º-C. Por isso a parcela acompanha a renda: ganhou mais, paga mais e quita antes.
Qual o prazo para quitar o Fies?
Não há prazo contratual fixo no modelo atual — ele decorre da renda e do saldo. O MEC estima cerca de 14 anos. O prazo de três vezes a duração do curso pertence às regras antigas.
Qual a diferença entre Fies e P-Fies?
O Fies é o financiamento público do MEC: juros zero, exige Enem com média a partir de 450 pontos e atende renda familiar per capita de até 3 salários mínimos. O P-Fies é um programa distinto, operado por bancos privados: os juros são de mercado e definidos na negociação entre banco, faculdade e estudante, seguindo critérios do Conselho Monetário Nacional. Ele atende faixas de renda acima do teto do Fies, com regras próprias definidas em edital — confirme as condições vigentes no portal oficial antes de contratar.
Este simulador substitui a simulação oficial?
Não. Ele aplica a fórmula pública do MEC para dar uma estimativa antes da inscrição. O valor contratado sai do sistema oficial do Fies, que considera o pagamento mínimo vigente, o edital do semestre e a validação da documentação.