A pergunta "vale mais a pena ser CLT ou PJ?" não tem resposta única, mas tem conta certa. Esta calculadora compara, de forma honesta, a remuneração total de um emprego CLT — incluindo 13º, férias com 1/3 e FGTS — contra o que realmente sobra no bolso de um profissional PJ depois dos impostos e custos. Assim você compara o que importa: dinheiro líquido com benefícios contra dinheiro líquido sem benefícios.
O erro mais comum é comparar o salário CLT direto com o faturamento PJ. Não é justo: o CLT recebe vários benefícios que o PJ não tem, como FGTS (8% ao mês), 13º salário, férias remuneradas com adicional de 1/3, seguro-desemprego e estabilidade em alguns casos. Já o PJ precisa pagar impostos (Simples Nacional), contador, e ainda guardar dinheiro por conta própria para férias e imprevistos.
Por outro lado, o PJ costuma ter uma carga tributária menor sobre o que fatura — geralmente em torno de 6% a 15% no Simples Nacional, contra INSS e Imposto de Renda que podem passar de 27,5% no CLT de salários altos. Por isso, em faixas mais altas de remuneração, o modelo PJ tende a deixar mais dinheiro líquido, desde que você seja disciplinado com reservas.
Informe o salário bruto CLT, o faturamento PJ, a alíquota do seu Simples e o custo do contador. A calculadora mostra o líquido CLT, o pacote total com benefícios, o líquido PJ e — o mais útil — quanto você precisaria faturar como PJ para empatar com o CLT. Use para negociar propostas com clareza.
Depende do valor. Em faixas mais baixas, o CLT costuma vencer por causa dos benefícios (13º, férias, FGTS). Em faturamentos mais altos, o PJ tende a deixar mais líquido pela carga tributária menor. A calculadora compara os dois cenários com os seus números.
Quanto preciso faturar como PJ para ganhar o mesmo que no CLT?
Em geral, é preciso faturar de 15% a 40% a mais que o salário CLT para compensar a perda de 13º, férias, FGTS e os impostos e custos de PJ. A calculadora mostra o faturamento exato de equilíbrio para o seu caso.
Por que não posso comparar salário CLT com faturamento PJ direto?
Porque são coisas diferentes. O salário CLT vem acompanhado de benefícios obrigatórios (13º, férias, FGTS) e tem descontos de INSS e IR. O faturamento PJ é bruto e ainda paga impostos e custos. A comparação justa é entre a remuneração total CLT e o líquido PJ.
Quais benefícios o PJ perde em relação ao CLT?
O PJ não tem FGTS, 13º salário, férias remuneradas com 1/3, seguro-desemprego, aviso prévio nem estabilidade. Também precisa contribuir sozinho para o INSS. Em compensação, costuma ter carga tributária menor e mais flexibilidade.
Qual a carga de imposto de um PJ no Simples Nacional?
No Anexo III (serviços), a alíquota efetiva começa em torno de 6% e cresce conforme o faturamento, podendo chegar a 33% nas faixas mais altas — mas a efetiva real costuma ficar entre 6% e 16% para a maioria dos prestadores. Some ainda o contador e outros custos.
Como PJ, preciso pagar INSS?
Sim, se quiser garantir aposentadoria e benefícios previdenciários. O recomendado é retirar um pró-labore e recolher INSS sobre ele. Sem contribuição, você fica sem cobertura do INSS, o que deve ser considerado na comparação.
A pejotização é legal?
A contratação de PJ é legal quando há real autonomia na prestação de serviço. Quando o PJ trabalha com subordinação, horário e exclusividade como um empregado, pode haver reconhecimento de vínculo na Justiça do Trabalho. Avalie o seu caso com cuidado.
Vale a pena trocar CLT por PJ pelo mesmo valor?
Quase nunca. Aceitar PJ pelo mesmo valor do salário CLT significa abrir mão de 13º, férias, FGTS e proteção, sem ganho líquido. O ideal é negociar um faturamento maior, pelo menos no valor de equilíbrio calculado aqui.